Como Otimizar o Feed de Produtos no Google Ads (O Que Realmente Faz Diferença)

Como Otimizar o Feed de Produtos no Google Ads
Última atualização: Junho 20, 2026
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Se tens campanhas de Shopping ou Performance Max e os resultados não aparecem, é comum procurar o problema na campanha.

Orçamento, estratégia de lance ou estrutura são normalmente os primeiros pontos a serem analisados mas, na prática, há um fator que condiciona tudo: o feed de produtos.

O feed não é apenas uma lista técnica, é aquilo que define:

  • quando os teus produtos entram no leilão
  • para que pesquisas são elegíveis
  • e com que relevância competem

Isto muda completamente a perspetiva. Não estás apenas a configurar produtos, estás a definir a tua presença no leilão.

Como o Google Ads “lê” o teu feed

Ao contrário das campanhas de pesquisa, no Shopping e Performance Max não defines palavras-chave diretamente.

O Google Ads utiliza o feed para interpretar:

  • o que estás a vender
  • a que pesquisas isso corresponde
  • e se faz sentido mostrar o teu produto

Isto leva a um ponto crítico: um feed mal estruturado não limita apenas resultados, limita elegibilidade.

Ou seja, o problema não é apenas aparecer menos, em muitos casos, os teus produtos nem sequer entram no leilão para determinadas pesquisas.

O que realmente influencia o desempenho

Nem todos os elementos do feed têm o mesmo impacto, alguns influenciam diretamente a elegibilidade, outros têm um impacto mais marginal.

1. Preço (competitividade no leilão)

Em produtos comparáveis, o preço é um dos fatores com maior impacto no desempenho das campanhas de Shopping. Não apenas na decisão do utilizador, mas também na capacidade do produto de entrar e competir no leilão.

A Google não documenta explicitamente o preço como fator de posicionamento no leilão. No entanto, disponibiliza no Merchant Center um Benchmark Price por produto, definido como o preço médio que tipicamente conduz a melhores resultados em leilão, em impressões, cliques e conversões. O próprio facto de esta ferramenta existir é um indicador claro de que o preço entra nos modelos de otimização.

Google Merchant Benchmarks - Otimizar Feed de Produtos Google Ads

O que acontece na prática

Quando existem várias opções semelhantes:

  • o utilizador compara
  • o Google Ads antecipa esse comportamento

Resultado:

Produtos mais competitivos tendem a ganhar mais visibilidade, cliques e, provavelmente, conversões.

Nota importante

Isto não significa que o preço mais baixo ganha sempre mas, em produtos comparáveis, preços desalinhados tendem a reduzir a competitividade no leilão.

O preço não é apenas um fator de conversão, é também um fator que influencia a tua capacidade de entrar e competir no leilão.

2. Título do produto (o substituto das keywords)

A otimização do título pode aumentar significativamente as impressões e os cliques. É o atributo mais importante do feed que consegues controlar diretamente.

A ordem das palavras importa, coloca os termos mais relevantes no início do título (primeiros 60–70 caracteres). O Google lê até cerca de 150 caracteres, mas o título visível pode ser cortado a partir dos 30 caracteres, dependendo do dispositivo.

Considera como os utilizadores pesquisam pelos teus produtos: procuram primeiro pela marca? Pelo modelo ou referência? Ou pelo tipo de produto/categoria?

Analisa os relatórios de termos de pesquisa e identifica as palavras-chave com melhor desempenho. Sempre que fizer sentido, integra esses termos nos títulos dos teus produtos.

Erro comum

Utilizar nomes internos da loja ou pouco descritivos.

Exemplo

Antes: “Limpa Fundos Aspirador Hidráulico MX9 ZODIAC”

Depois: “Aspirador de Piscina Hidráulico MX9 ZODIAC Limpa Fundos Robot Automático”

O segundo está alinhado com a forma como as pessoas pesquisam.

Regra simples

Escreve para a pesquisa, não para a organização interna.

No Shopping, o título funciona como uma keyword.

O Google Ads dá maior peso:

  • às primeiras palavras
  • à correspondência com pesquisas reais

Se o título não corresponder à forma como o utilizador pesquisa, o produto pode simplesmente não ser considerado relevante o suficiente para aparecer.

E se não conseguires editar o feed principal?

Há situações em que o CMS não permite editar títulos diretamente, como plataformas fechadas, marketplaces, ou feeds gerados automaticamente. Nesse caso, a solução é um feed suplementar no Google Merchant Center. Um feed suplementar sobrepõe atributos específicos, como o título ou a categoria, sem alterar o feed principal. É a forma mais comum de otimizar o feed quando não há acesso direto à fonte de dados.

Ideias para estrutura de títulos

Tipo de Negócio Estrutura Sugerida
Vestuário / Roupa
Tipo de Produto + Género + Marca + Cor + Tamanho + Material
Produtos de Consumo
Tipo de Produto + Marca + Quantidade (peso/unidades)
Eletrónica
Tipo de Produto + Marca + Atributos + Nº do Modelo
Livros
Título + Tipo + Formato + Autor
Sazonal
Tipo de Produto + Ocasião + Atributos

Nota: a maioria das estruturas de título coloca a marca nas primeiras posições (2ª e 3ª mais precisamente). No entanto, se a marca do produto não for conhecida ou relevante na forma como os utilizadores pesquisam, deves colocá-la no final.

3. GTIN (identidade do produto)

O GTIN é um identificador único do produto. Se existir, deve ser utilizado. 

Esta é uma prática recomendada pelo Google.

O GTIN permite ao Google Ads:

  • identificar exatamente o produto
  • comparar com outros vendedores
  • melhorar a correspondência

O Google tem vindo a reforçar a importância de dados estruturados. O GTIN encaixa diretamente nesse contexto.

Não utilizar GTIN quando existe é uma desvantagem competitiva.

E quando o GTIN não existe?

Produtos personalizados, artesanais ou de fabrico próprio muitas vezes não têm GTIN atribuído. Nesse caso, não deixes o campo vazio: declara explicitamente identifier_exists = false no feed. Isto informa o Google de que o identificador não existe por natureza do produto, evitando que o artigo seja reprovado por ausência de dados obrigatórios.

4. Imagem (impacto direto no clique)

A imagem não determina elegibilidade, mas influencia diretamente o comportamento do utilizador.

O que funciona melhor

  • fundo simples (branco ou neutro)
  • boa qualidade
  • sem texto ou elementos distrativos

Realidade simples: uma imagem fraca reduz a probabilidade de clique.

O CTR não é apenas comportamento do utilizador, é também um sinal para o sistema.

Mais cliques → mais dados → melhor performance ao longo do tempo.

5. Descrição (impacto secundário)

A lógica é a mesma dos títulos, deves incluir palavras-chave relevantes nas descrições sempre que possível. Podes usar a palavra-chave principal e complementar com variações ou termos secundários para cobrir diferentes formas de pesquisa.

O impacto da descrição existe, mas é marginal quando comparado com:

  • título
  • preço
  • dados estruturados

Erro comum: dedicar demasiado esforço à descrição e ignorar o essencial.

6. Categoria (enquadramento correto)

A categoria ajuda o Google Ads a perceber onde o produto se enquadra. Se não definires o sistema tenta fazê-lo automaticamente e pode não acertar.

A categoria não é um fator decisivo por si só, mas evitar erros de enquadramento melhora a correspondência.

O ponto mais importante (e menos óbvio)

O feed não serve para descrever produtos, serve para responder a pesquisas.

Se não houver correspondência entre:

  • a forma como descreves
  • e a forma como o utilizador procura

o produto pode não aparecer.

Etiquetas personalizadas (uso estratégico)

Até aqui falámos de fatores que influenciam diretamente a visibilidade.

As etiquetas personalizadas entram num nível diferente, não afetam a entrega, mas influenciam a forma como geres e escalas as campanhas.

Para que servem

Permitem:

  • organizar produtos
  • analisar desempenho
  • ajustar investimento

Exemplos

  • produtos mais vendidos
  • produtos com maior margem
  • produtos novos
  • gamas de preço
  • produtos sazonais

Nota: São exageres na criação de etiquetas personalizadas, isso pode dificultar a gestão de feeds.

Mais atributos = mais oportunidades

Adiciona o maior número possível de atributos relevantes ao teu feed de produtos. É isso que permite ao Google perceber o que estás a vender e quais são exatamente as características do produto. Quanto melhor for essa informação, maior a probabilidade de o produto aparecer nas pesquisas certas e no contexto correto.

No fundo, o Google não consegue olhar para uma imagem e distinguir com precisão um par de ténis de corrida preto e branco de um objeto semelhante (pelo menos ainda não). Cabe-te a ti explicar, através dos dados, o que o produto é.

Além disso, quanto mais atributos incluíres, mais oportunidades tens de aparecer quando os utilizadores aplicam filtros nos resultados de Shopping.

Existem muitos atributos disponíveis e, embora não seja necessário incluir todos no título, deves adicioná-los ao feed sempre que forem relevantes, mesmo que não sejam obrigatórios. Dá especial atenção aos atributos que podem influenciar a decisão de compra.

Exemplos:

  • cor
  • tamanho
  • material
  • género

Impacto direto:

  • melhor correspondência
  • mais oportunidades de aparecer
  • maior presença em filtros

Por fim, lembra-te que estes atributos também podem ser utilizados para segmentação e otimização das campanhas. Permitem, por exemplo, criar estratégias específicas por tipo de produto ou ajustar lances consoante diferentes categorias.

Como identificar problemas no teu feed

Antes de otimizar, precisas de saber o que está mal. O ponto de partida é o Google Merchant Center: acede a Produtos → Diagnósticos. É aqui que o Google lista todos os erros e avisos do teu feed, desde produtos reprovados por ausência de GTIN, até imagens com texto sobreposto ou preços inconsistentes com o site.

Há três tipos de notificações que encontras:

  • Erros : impedem o produto de ser aprovado e têm de ser corrigidos.
  • Avisos : o produto está ativo, mas com dados incompletos que reduzem a elegibilidade e o desempenho.
  • Produtos sem cobertura de cliques : aprovados, mas sem tráfego. Indicam problemas de título, preço ou relevância que não geram erro técnico mas limitam o desempenho.

Começa pelos erros que afetam mais produtos e trabalha por ordem de impacto.

Erros que limitam campanhas

Resultado: campanhas ativas, mas com desempenho limitado.

Conclusão

O feed de produtos não é um detalhe técnico, é a base da tua capacidade de competir no Google Ads. Se estiver mal estruturado, compromete as probabilidades de sucesso da campanha.

Em muitos casos, melhorar o feed não é apenas uma otimização, é o ponto de partida para que a campanha comece realmente a funcionar.

O teu feed está a limitar os teus resultados?

Se tens campanhas ativas mas os produtos não aparecem ou não têm desempenho, o problema pode estar no feed.

Fala comigo e analiso a estrutura do teu feed para identificar onde estás a perder visibilidade.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Um feed de produtos é um ficheiro com toda a informação dos teus produtos (título, preço, imagem, atributos, etc.). É carregado e gerido no Google Merchant Center, sendo essa plataforma que envia os dados para o Google Ads. É com base nesse feed que o sistema decide quando e onde mostrar os teus produtos.

O título do produto é, na maioria dos casos, o fator com maior impacto direto. Funciona como um substituto das palavras-chave, influenciando a correspondência com as pesquisas e a elegibilidade no leilão.

Sim. Em produtos comparáveis, preços mais competitivos tendem a melhorar a visibilidade e o desempenho. O preço não é o único fator, mas tem impacto direto na capacidade de competir no leilão e atrair cliques.

Deves incluir todos os atributos relevantes, mesmo que não sejam obrigatórios. Quanto mais informação forneceres, melhor o Google consegue interpretar o produto e maior a probabilidade de aparecer em pesquisas e filtros.

Os motivos mais comuns incluem títulos pouco otimizados, ausência de GTIN, poucos atributos no feed, erros no Google Merchant Center ou preços pouco competitivos. Em muitos casos, o problema está na qualidade do feed e não na campanha.

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